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As consequências do ciúme patológico

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Quem nunca sentiu ciúmes?

Muitas vezes as crianças sentem ciúme dos pais, amiguinhos e do irmão até que atinja maturidade e quando cresce passa a ter ciúme do parceiro e dos filhos. É um sentimento natural, afinal zelamos pelos nossos entes queridos porque tememos a perda deles diante de situações específicas.

O ciúme nos relacionamentos é natural e transitório, ou seja, a pessoa tem uma sensação de ciúme hoje, mas não fica com a idéia fixa a semana toda e nem se baseia em uma situação específica para alimentar tal sentimento. Nesse caso, o sentimento somente é despertado frente a alguma situação concreta como um telefonema, um presente que o outro tenha recebido ou algum indício real de que algo possa estar “roubando” a pessoa amada, não limitando as atividades de quem sente ou é alvo de dele.

Porém quando o ciúme extrapola as fronteiras do saudável, torna-se uma preocupação constante e geralmente infundada, gera comportamentos inaceitáveis ou extravagantes motivados pela ansiedade de descobrir a verdade, se caracterizando como ciúme patológico.

No ciúme patológico existe um medo excessivo de perder a pessoa amada, acompanhado de emoções específicas como a raiva, medo, tristeza, ansiedade e pensamentos irracionais como: “Será que ele/ela está me traindo?”, “Será que ele/ela mentiu?”, “Será que ele/ela está com os amigos?”. A pessoa acredita que seu relacionamento está abalado e corre o risco de terminar, porém é um risco imaginário.

Percebemos que o ciúme normal tornou-se patológico quando a pessoa perde tempo em seu trabalho querendo saber o que o outro está fazendo, liga constantemente para monitorar, fica exaltado e nervoso quando não consegue contato ou não localizou a outra pessoa, começa a privar as atividades do parceiro (a) e passa a ter comportamentos compulsivos como abrir correspondências e e-mails, ouvir telefonemas, conferir recibos, confrontar horários, cheirar as roupas em busca de um perfume diferente, mexer em celulares, seguir a pessoa, etc.

O ciúme patológico causa grande prejuízo nos relacionamentos afetivos e sociais, portanto é necessária a procura de um profissional especializado. O processo de terapia pode ser realizado individualmente com a pessoa que sente o ciúme excessivo ou através da terapia de casal.

O foco no tratamento é o aumento da autoestima, desenvolvimento de relações interpessoais, habilidades sociais e análise dos pensamentos e comportamentos obsessivos. Em casos mais graves é necessária a utilização de remédios.

É importante salientar que a pessoa que tem o ciúme patológico não consegue controlar seus impulsos, pensamentos e comportamentos obsessivos, e geralmente fica incomodada com seus atos impensados, por isso é necessária a busca de ajuda.

Imagem via: devianart
Maria Fernanda Sperancin Palaro
Psicóloga – CRP 06/104875
www.facebook.com/MariaFernandaPsicologa
fernandapalaro@hotmail.com
Cel  19 99190.7919

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